Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘Planos de Resíduos Sólidos’

Por O Tao do Consumo – http://www.otaodoconsumo.com.br/

Será que o plástico feito com material vegetal é melhor? Em março, a Pepsi divulgou para a imprensa “a primeira garrafa feita 100% a base de plantas, uma garrafa PET feita com fontes renováveis”. Em seguida, a Coca devolveu: “Odwalla, do grupo Coca-Cola é a primeira indústria a comercializar embalagens feitas 100% a base de plantas”. As manchetes seguintes foram ainda mais fortes: “Garrafas da Pepsi: agora sem plástico” (Christian Science Monitor), “Pepsi pressiona mercado com garrafas feitas a base de plantas, uma garrafa 100% sem plástico” (GreenBiz), “Coca-Cola está desenvolvendo garrafas de plástico reciclado e materiais vegetais” (Guardian). No mês passado a Coca-Cola lançou um comercial para sua água mineral Dasani argumentando que a embalagem feita com material vegetal foi desenvolvida para “fazer a diferença”.

Mas, apesar de todo o barulho, as garrafas a base de plantas ainda resultam no velho e conhecido plástico. As empresas simplesmente substituíram combustíveis fósseis (como o petróleo e o gás natural) pelo etanol. E embora o etanol seja renovável e fonte de baixa emissão de carbono, o plástico resultante é quimicamente idêntico ao PET (polietileno tereftalato) ou ao PEAD (polietileno de alta densidade), materiais comumente usados na fabricação de garrafas plásticas. E, uma vez que o material vegetal se torna plástico, eles causam os mesmos impactos ambientais que um plástico feito de combustível fóssil. Ou seja, como não são biodegradáveis, poluem os oceanos e o solo e ainda contaminam os alimentos com químicos que migram da embalagem para o conteúdo interno. “Eles estão simplesmente utilizando plantas para fazer os mesmos polímeros que se encontram em plásticos. Isso não tem efeito nenhum para o meio ambiente”, explica Marcus Eriksen, um dos criadores da 5 Gyres, entidade que estuda a poluição de plástico em áreas como a grande mancha de lixo do Oceano Pacífico.

Eriksen e sua equipe acabam de explorar as cinco maiores correntes do mundo onde o plástico se acumula. Eles acharam plástico se acumulando em várias das ilhas pesquisadas e no estômago de pássaros e peixes mortos que consumiram plástico, pensando se tratar de pequenos peixes ou algas marinhas.

O plástico feito a base de plantas (ou não) prejudica a saúde de humanos da mesma forma. Os perigos de aditivos químicos normalmente usados em sua produção – como ftalatos e bisfenol A – têm sido amplamente divulgados: os dois já foram associados à obesidade, autismo e várias formas de câncer. “Algumas formulas de bioplásticos usam os mesmos tipos de aditivos que os plásticos feitos com petróleo ou gás natural”, reconhece Melissa Hockstad, vice presidente da SPE (The Society of the Plastics Industry), uma associação de indústrias de plástico dos Estados Unidos. “Algumas empresas estão trabalhando para conseguir alternativas” diz Hockstad. A dúvida é: se as empresas “estão trabalhando no desenvolvimento”, esses bioaditivos ainda não existem?


Notícia originalmente publicada no site Slate do Grupo Washington Post em 14 de junho de 2011.


Anúncios

Read Full Post »

Jornal Nacional2010 – Soluções tecnológicas para o lixo das cidades acontecem

na Europa sob forte cultura de separação de resíduos . ECOREEDUCAÇÃO!!!

Read Full Post »

As lojas e o comércio de Belo Horizonte/ MG, acordaram nessa manhã de segunda (18/04/2011), com uma novidade bem relevante a vida cotidiana de todos: 

A partir de hoje está proibida a distribuição de sacolas plásticas no comércio em geral. Lojas, padarias, supermercados e farmácias, principais poluidores desse resíduo, serão obrigados a vender aos consumidores sacolas biodegradaveis que causam bem menos danos ao meio ambiente e mais danos ao bolso do consumidor, porém vale a pena.

A medida foi implementada através da Lei Municipal  9.529/08 que determina exatamente a substituição do plástico pelos tecidos. 

O Órgão responsável pela fiscalização efetiva do cumprimento da Lei será a  a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de BH, que espera através desta ação regulamentar o uso indevido e exagerado das sacolas plásticas, vislumbrando uma redução de aproximadamente meio milhão de unidades por dia na capital mineira. A pena para os estabelecimentos que não respeitarem a Lei serão multa de R$ 1.000,00 que pode ser cobrada em dobro em caso de reincidência. Caso insista em não cumprir a nova Lei o comerciante poderá ter seu estabelecimento interditado e até mesmo alvará de funcionamento cassado.

É vergonhoso para um país como o nosso, com vastas belezas e recursos naturais, ser obrigado a estipular Leis punitivas para comerciantes, empresários e empreendedores para reduzirem o lixo. A conscientização e reeducação é que são pontos chave para a redução da produção de resíduos sólidos, principalmente os provenientes de combustíveis fósseis como é o caso do plástico. O que tem que mudar é a cultura e a política relacionada a isso. As grandes indústrias de embalagens é que deveriam ser obrigadas a produzir produtos sustentáveis e ecologicamente corretos.

Com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, implementada ano passado aqui no Brasil, conseguimos enxergar no horizonte uma ponta de esperança para um problema que ja se tornou de proporções estrelares.

A questão tem que funcionar assim ó:

– abriu uma bala, garrafa, embalagem de alimentos, cigarros, recebeu um panfleto etc; se estiver na rua nada de jogá-lo no chão ! Guarde no seu bolso ou outro local para juntá-lo ao lixo de sua classificação em casa.

– na sua residência, procure utilizar sacos de lixo reciclados, aqueles que foram transformados e agora estão sendo reaproveitados ou até mesmo você reaproveitar caixas de papelão, pois só de não mandar sacolinhas plásticas para aterros sanitários, já estamos colaborando muito.

– separe o lixo seco (resíduo sólido) do lixo úmido (resíduo orgânico)

– resíduo sólido: plásticos em geral,garrafas pet, papel seco, metais etc esses podem ser encaminhados para reciclagem e reaproveitamento.

– resíduo orgânico: restos de comida, escrementos, vegetação etc – é tudo aquilo que apodrece e geralmente é natural. Serve para compostagem e produção de adubo orgânico

– mantenha qualidade de vida: pratique regularmente exercícios físicos e cultive horta e  plantas no seu ambiente.

(Texto: @guifreizan – Fonte Portal R7)

Read Full Post »

Video da Fundação Boticário alerta para mudança do Código florestal. Assinem também a petição no link http://www.avaaz.org/po/peticao_codigo_florestal/?rc=fb

Read Full Post »

Read Full Post »

pingo de planeta

Segundo Gilles Lipovetsky, importante filósofo contemporâneo, as preocupações do por vir planetário e os riscos ambientais assumiram posição primordial no debate coletivo. Nos últimos anos, quando despertamos para as revelações alarmantes a respeito do aquecimento global, o termo sustentabilidade ganhou a importância merecida na mídia, governos e empresas. Sustentabilidade virou uma febre. As empresas são sustentáveis, o negócio é sustentável, tudo é sustentável. Mas o que é ser sustentável? Que conceitos norteiam as gestões estratégicas das organizações?

Ser sustentável hoje, provavelmente, é viabilizar o negócio desde que não impacte em mais custos, tecnologias mais caras. O que todos precisam entender é que há urgência em equilibrar a balança do tripé da sustentabilidade (Triple Bottom Line), a economia não deve pesar mais que o social e o ambiental. Caso isso não ocorra, a natureza cobrará o seu preço. No caso do Japão, o governo gastará 200 bilhões de dólares na reconstrução do país após o desastre.

Em 1987, foi publicado o Relatório “Nosso Futuro Comum” (Our Common Future), elaborado pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, que fazia duras criticas ao modelo de desenvolvimento adotado pelos países industrializados e reproduzido pelas nações em desenvolvimento, ressaltando os riscos do uso excessivo dos recursos naturais sem considerar a capacidade de suporte dos ecossistemas. O relatório apontava para a incompatibilidade entre o desenvolvimento e os padrões de produção e consumo vigentes. Cunhou-se a célebre frase: “Desenvolvimento sustentável é satisfazer as necessidades presentes sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades”.

Ou seja, deveríamos garantir para os nosso filhos, pelo menos, a mesma qualidade de vida que temos hoje e que já não é tão boa assim. As gerações futuras agora com 24 anos (1987 a 2011), perguntam quais medidas foram cumpridas e se é este o futuro que construímos para eles. Devemos mesmo adotar esse conceito? A resposta é não! Os resultados mostram que falhamos e que sustentabilidade é garantir hoje a qualidade do meio ambiente, da vida, gastar o que for preciso para as gerações presentes.

Não há um limite mínimo para o bem-estar da sociedade assim como não há um limite máximo para a utilização dos recursos naturais. Como citou Jeffrey Sachs, professor de Economia e diretor do Instituto Terra da Universidade Columbia, “o mundo está rompendo os limites no uso de recursos, se a economia mundial cresce a um patamar de 5% ao ano significa, neste modelo de desenvolvimento, que continuaremos produzindo grandes impactos ao meio ambiente, nosso planeta não suportará fisicamente esse crescimento econômico exponencial, se deixarmos a ganância levar vantagem, o crescimento da economia mundial já está esmagando a natureza”.

Se continuarmos com um modelo de desenvolvimento como o que temos atualmente, em 2050, quando se estima que seremos 9 bilhões de habitantes, teremos uma dívida ecológica de 24 meses, tempo necessário para ela se recompor, mesmo assim, não se tem a certeza se o planeta agüentará uma pressão deste tamanho.

Há um grande equívoco que preciso deixar claro quando se fala em desenvolvimento. É comum falar em desenvolvimento sob o prisma do crescimento da economia, o Brasil está entre os 10 países mais ricos do mundo, mas o relatório do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) mostra o Brasil na 73ª posição entre 169 países. De acordo com o relatório, aproximadamente 8,5% da população brasileira vive abaixo da linha da pobreza, ou seja, 17 milhões de brasileiros vivem com menos de R$60 por mês. Além da má distribuição de renda, doença crônica no desenvolvimento do Brasil, a saúde e a educação são o que mais pesa na pobreza do país.

Como diria o professor Sachs, “se a ganância vencer, a máquina do crescimento econômico depredará os recursos, deixará os pobres de lado e nos conduzirá a uma profunda crise social, política e econômica”. Precisamos propor uma mudança no paradigma da sustentabilidade, o desenvolvimento sustentado necessita incluir o homem nesse processo, numa gestão que inclua as pessoas, tecnologias sem o pressuposto econômico, fontes renováveis e práticas sustentáveis. Como citou Rachel Carson em seu livro Primavera Silenciosa, “o homem é parte da natureza e sua guerra contra a natureza é inevitavelmente uma guerra contra si mesmo… temos pela frente um desafio como nunca a humanidade teve, de provar nossa maturidade e nosso domínio, não da natureza, mas de nós mesmos”. A mensagem está dada.

Backer Ribeiro Fernandes é relações públicas e doutorando em Ciências da Comunicação. Leciona no curso de Relações Públicas da FAAP/SP e é professor conferencista da ECA/USP. É diretor da Communità, consultoria especializada em comunicação para a sustentabilidade.

Read Full Post »

Lei estipula o caminho de volta das embalagens e certos resíduos, propiciando o envolvimento de consumidores, comerciantes, distribuidores e fabricantes

ROBERTO BAUNGARTNER (*)

A Lei N° 12.305/2010, de 2 de agosto de 2010, criou uma nova política nacional de resíduos sólidos com o objetivo de não geração, redução, reutilização, reciclagem, tratamento e destinação final ambientalmente adequada de rejeitos. Pela nova legislação todas as esferas de poder executivo deverão elaborar os seus respectivos “Planos de Resíduos Sólidos”, com metas para a eliminação e recuperação de lixões, diretrizes para a disposição final de rejeitos, reciclagem de resíduos, etc.

Os serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos poderão cobrar taxas ou tarifas de acordo com o peso ou o volume médio coletado, baseadas em categorias de usuários ou distribuídas por faixas ou quantidades crescentes de utilização. Além disso, a lei estipulou a logística reversa, ou seja, o caminho de volta de embalagens e certos resíduos, envolvendo consumidores, comerciantes, distribuidores e fabricantes.

No município de São Paulo, por exemplo, os responsáveis por estabelecimentos públicos, institucionais, de prestação de serviços, comerciais e industriais, entre outros, geradores de resíduos sólidos (da classe II – ABNT 10.004), em volume superior a duzentos litros diários, precisam se cadastrar na Prefeitura.  Eles também deverão contratar empresas ou cooperativas autorizadas para a coleta, transporte, tratamento e destinação final do lixo, mantendo o contrato à disposição da fiscalização.

O Decreto Paulistano (Nº 51.907/2010) enquadra como infração passível de multa o descarte de resíduos pelos “grandes geradores de resíduos sólidos” nos locais de coleta domiciliar ou de saúde, como também em qualquer área pública, inclusive passeios e sistema viário, especialmente nos períodos de chuvas intensas.   Estabelecimentos comerciais, como restaurantes, lanchonetes, supermercados, padarias, shopping centers e congêneres, precisarão se adaptar às novas políticas públicas aplicáveis aos resíduos sólidos e semissólidos, nas esferas federal, estadual, distrital e municipal.

A conscientização e a participação de dirigentes e colaboradores dos estabelecimentos comerciais são determinantes na aplicação bem sucedida desta inovadora política pública de resíduos. As empresas que ainda não fizeram, também precisarão reciclar a sua cultura interna, traduzindo-a em boas práticas de separação prévia, acondicionamento, devolução reversa, respeito ao horário de coleta. Nesse sentido, o auxílio de especialistas, quando viável, pode apoiar a concepção de uma estratégia apropriada a cada caso, definindo amissão, os métodos e os objetivos a serem alcançados, ajudando inclusive os colaboradores na adaptação à nova política.

Noque se refere ao prazo de implementação, cada Estado e Município editará o seu “Plano de Resíduos Sólidos” até o mês de agosto de 2012, mas até lá continuam aplicáveis todas as normas já em vigor.

(*) ROBERTO BAUNGARTNER é doutor em Direito pela PUC/SP, diretor de relações institucionais da Ticket Serviços S/A e vice-presidente da Assert – Associação das Empresas de Refeição e Alimentação Convênio Para o Trabalhador.

 

Fonte: Agencia Amazônia de Notícias


 

Read Full Post »

%d blogueiros gostam disto: